15 Mar
15Mar

Presidente da AL, Eduardo Botelho, recebeu em seu gabinete o notório grileiro Jonas do Sem Terra e se comprometeu a participar de evento em Tangará da Serra.


Edésio Adorno


Tangará da Serra 


O deputado estadual e assentado da reforma agrária no Pontal do Marape, zona rural de Nova Mutum, Gilberto Cattani (PL), em entrevista a Bronca Popular, fez duras críticas ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (UNIÃO), por ter recebido em seu gabinete Jonas Vinícios de Lima, o Jonas do Sem Terra, que lidera em Mato Grosso a Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FLN), uma organização de extrema esquerda, que foi fundada pelo dissidente do MST, José Rainha. Jonas do Sem Terra é um velho conhecido da justiça e das forças de segurança pública. 

Em associação com um antigo comparsa, Junior Antonio Marciano, atualmente preso em Rondônia por assassinato do próprio genro, ele comandou a invasão de diversas fazendas no complexo Pecuama, região compreendida entre os municípios de Santo Afonso, Nova Marilândia e Tangará da Serra. 

Em janeiro de 2019, forças policiais cumpriram ordem da justiça e expulsaram Jonas, Junior Antônio Marciano e seu bando de grileiro da gleba Pecuama. Não satisfeito, o grileiro profissional invadiu uma área de APP no assentamento Antonio Conselheiro. A justiça federal já determinou a reintegração da área ao patrimônio da União. 

Atrevido e disposto a lucrar com a indústria da grilagem, Jonas tentou a gleba Tibagi, em Brasnorte, onde centenas de famílias residem e trabalham há mais de 30 anos. Jonas também levou medo e intranquilidade social ao assentamento do Incra em Itanhangá, onde mais de mil famílias trabalham e produzem há quase três décadas. 

A mais recente demonstração de atrevimento de Jonas do Sem Terra, não a última, porque o limite de um esquerdista sempre será a falta de limites, foi passar por cima de uma decisão judicial. O famoso grileiro Jonas e a também expert na arte de invasão de propriedades, Eliane Ferreira dos Santos, possivelmente respaldados pelo ex-prefeito Rogaciano Oliveira, invadiram novamente a fazenda Saudade, em Arenapólis, de onde foram retirados por ordem judicial em ação de reintegração de posse.Esse homem com todo o seu histórico de crimes patrimoniais perpetrados por seguidas invasões de propriedades foi recebido em audiência pelo presidente do Legislativo Estadual, deputado Eduardo Botelho, que chegou a postar vídeo e fotos em suas redes sociais para noticiar o ato. 

“Como assentado do Incra, tenho vergonha dessa atitude de Botelho; como parlamentar, tenho nojo”, reagiu com certa indignação o deputado bolsonarista Gilberto Cattani. 

De acordo com o parlamentar, não haverá desapropriação de nenhuma área. “O Incra está sem superintende em Mato Grosso e para terminar a conversa, o presidente Jair Bolsonaro determinou que nenhuma fazenda seja desapropriada para fins de reforma agrária enquanto todos os assentados do Incra no país não estiverem regularizados. 

Primeiro, é preciso arrumar o que eles estragaram para depois começar de novo”, destacou Cattani.“Quero dizer que me causa nojo ver o presidente da Assembleia receber pessoas que invadiram o Antonio Conselheiro, estão tentando invadir essa fazenda aí (Saudade em Arenapólis) e estão acampados no assentamento Itanhangá, tentando tirar o sangue e o suor derramado naquele lugar pelos pioneiros de lá. 

Tentando usurpar e tomar os lotes dos pinheiros de Itanhangá”, reagiu Cattani aos afagos de Botelho a Jonas do Sem terra .O bolsonarista Cattani se declarou indignado com a atitude de Botelho por ter recebido Jonas. “O presidente da AL recebe esse tipo de gente, faz doação e ainda se compromete a participar de manifestação que eles vão fazer em Tangará da Serra. 

Essa é minha indignação como parlamentar”, pontuou o deputado. Cattani esclareceu ainda “que o presidente da Assembleia Legislativa tem todo o direito de ficar ao lado de quem ele quiser, mas assim como ele, eu tenho o direito de se manifestar e dizer que fiquei envergonhado de ver a Assembleia Legislativa apoiando esse tipo de gente que promove esse tipo de atitude”, resumiu o bolsonarista, que é um crítico ferrenho dos movimentos de invasão de propriedades rurais ou urbanas.


O deputado de direita acrescentou ainda que “como assentado do Incra, tenho nojo; como parlamentar, tenho vergonha da atitude que presidente da Casa tomou ao apoiar esse tipo de gente, inclusive chamando esse tipo de gente de agricultores. 

Eles não são, nunca foram e jamais serão agricultores. Eles são invasores, depredadores de propriedades privadas”, afirmou Cattani ainda questionou a fala de Botelho em um vídeo, na qual ele se diz a favor da propriedade privada. 

“Na fala do presidente (Botelho) ele diz que é contra invasão e a favor do direito de propriedade, mas está apoiando justamente aqueles que querem tomar a propriedade dos outros”, declarou o parlamentar, ressaltando que nesse momento sente nojo da Assembleia Legislativa. 

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